segunda-feira, 12 de julho de 2010

Mesmo que o mundo não saiba, e mesmo que o mundo não queira...

Quando eu decidi que levaria comigo todo o meu passado eu me arrisquei ao extremo, mas ao mesmo tempo eu sabia que algo inusitado poderia me acontecer hora ou outra. Quando você se deita pra dormir com bastante sono, tanto sono que quase não se aguenta, e der repente um pequeno ruído vindo la de longe te tira o sono e te afoga numa imensa insônia, acredite... não era apenas um ruído vindo de longe, era um despertar da tua alma para algo que  vai acontecer. Lentamente as coisas vão acontecendo e sua vida vai ficando cada fez mais sem estratégia,  sem planos e confusões; e aí então você sorri! Mas você sorri verdadeiramente... e sorri apenas para coisas verdadeiras. Sua felicidade não é banalizada e sim sincera e mais profunda; e quando se está assim não precisa anunciar aos quatro ventos, quem precisa da sua felicidade é apenas você! 
E como num pulo de linha, num parágrafo, eu posso mudar o rumo do meu texto e sair do "eu" para o "tu", a sua vida, as nossas vidas, podem mudar... Sem nos dar explicação, motivo ou razão. Apenas mudam... pois a rotina depois de um tempo se torna angustia, e a angustia não trará brilho nenhum pros teus dias. Aceite as mudanças da vida e faça dela um texto: simples, infinito, cheio de interpretações... Não é pecado nenhum brincar de viver, ao contrário, é necessário! (Raíssa C. Momesso)

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Um dia eu aprendo e mudo de rumo...

A gente sempre se espera mais da vida do que ela pode nos dar. E o resultado disso é um emaranhado de frustrações, mágoas e uma baixa enorme na vontade de seguir em frente sempre... O jeito é respirar fundo e tentar nos convencer que sempre dá pra virar o jogo. Ser realista dói demais. (Raíssa C. Momesso)

segunda-feira, 5 de julho de 2010

You steal my heart and you take my breath away...



Todo mundo nessa vida tem um dever. O meu é colocar cor onde não tem e viver para os outros...
Alguns tem o dever de segurar aqueles que caem das pontes. É ser o anjo de alguém.
Mas não importa qual dever seja, desde que ele seja entregue.
Eu descobri que cantando uma canção eu posso chegar mais alto do que gritando palavras ao vento.
Aprendi que o calor existente em meu abraço não pode ser encontrado em lugar nenhum.
Como alcançar as estrelas? Fácil! É só estar disposto a isso a partir do momento que o despertador tocar.
Não sentir medo já é um grande passo... E você para onde vai esta noite? Venha comigo então... (Raíssa C. Momesso)

domingo, 4 de julho de 2010

And I need you now somehow...

Como já diziam: "Depois que você conhece o sol, não se contentarás mais com apenas uma estrela".
Ganhei de forma fácil, mas merecida, as melhores sensações, a melhor forma de ser feliz, abraços cheios de conteúdo, ganhei e retribuí. Encontrei mais do que palavras em meio a um abismo de ilusões, me devolveram o fôlego quando eu já me sentia sem vida. Trouxeram meu sorriso de volta, minha sensibilidade e minha vontade de acreditar no mundo novamente. E tudo isso pra que? Pra depois me tirarem sem ao menos me dar um motivo convincente, sem me consultar se essa era minha vontade, sem perguntar se eu saberia viver sem isso tudo?
A sensação agora é de como se eu estivesse caminhando dentro de uma neblina forte, com os olhos vermelhos e a cabeça vazia e sem vontade de encontrar uma saída. Sensação é de como se eu estivesse num labirinto, em sã consciência que quanto mais eu andar mais vou me perder, mas ficar parada também não resolve...
E quanto mais eu penso mais me perco, mas como não pensar? Por que a maturidade sempre foge na hora em que ela tem que ser usada? Ou será que ela existe mesmo..? O vazio é inevitável, a luta de agora em diante vai ser para encontrar fragmentos que irão enche-lo e fazê-lo desaparecer.
Sem um porque, sem um argumento, sem uma verdade... Eu vou continuar, mesmo sem razão, mesmo sem conteúdo, por que se eu não continuar não vai existir lugar nenhum pra ficar. (Raíssa C. Momesso)

sábado, 3 de julho de 2010

Volte pra casa vai chover porque eu vi seu domingo desaparecer...



Gosto de me enrolar em novelos de ilusão, gosto do toque macio que elas me trazem... Sentir o gosto das salivas, e senti-las escorrendo em minhas costas... Encher minha cabeça de pensamentos impiedosos e suculentos, esperar que um dia eles aconteçam... Conseguir viver entre o sim e o não, o doce e o amargo, o céu e o inferno, o grave e o agudo, enxergar algo além do que se imagina dentro das indecisões. Encarar todos os olhares, desafia-los e absorve-los. Fugir quando for necessário e não se envergonhar em fazer isso... Rezar para que meus caminhos possam se cruzar com os caminhos dos meus desejos. Agir sem fingir até quando eu não puder mais aguentar! (Raíssa C. Momesso)

domingo, 27 de junho de 2010

What makes your risin' sun so new?...

Vai entender as idas e vindas dessa vida... O mesmo que dá o sossego é o que tira! E sempre bate aquela pergunta regada de revolta: Por que não eu? Por que não comigo?... Olhar teus dias, olhar teus complementos e os motivos dos teus risos; olhar o que te encanta, o que te faz perder a voz e o fôlego; olhar tudo isso e não estar em nada disso. Olhar os meus dias, olhar meus complementos e os motivos dos meus risos; olhar o que me encanta, o que me faz perder a voz e o fôlego; olhar tudo isso e te ver fazendo parte disso. Girar em torno de mim mesma e ver que tudo está completo... até chegar no ponto em que o que me deixa tão completa é algo que não tenho mais. 
Observo a frequência com que meus discursos mudam e confesso que fico espantada. Não é que algo tenha desmoronado, é somente uma parte que nunca se ergueu. Fazer o que se eu também tenho minhas fragilidades?!.. E cada deslize, e cada desejo que eu tento controlar, e cada vez que eu não me controlo, eu sofro as consequências, que mais tarde virarão lições passadas que irei pregar em fatos futuros. Eu realmente não entendo as idas e vindas mas eu não posso fugir delas... Solução pra isso? Não sei! Nem tudo tem uma solução... não é?! (Raíssa C. Momesso)

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Mas tinha que ser com você....


Ah o tempo... Tão precioso, tão intenso, tão cirúrgico. Tempo que afasta, que ensina, que cura, que adormece, que aquece, que transforma o novo em antigo, que transforma a dor em vento... E que se não fosse você, tempo, talvez eu nem estaria aqui! 
Decidindo meu destino, podendo escolher meu caminho sem ter dependências, colhendo cada grão dessa imensa colheita. Sentindo o melhor de cada pessoa e transmitindo o melhor de mim, deixando marcas suaves e doces em cada corpo navegado, desvendado e explorado... Provando paladares e guardando-os debaixo da língua. Desejando chegar à lugares que eu desconhecia, que eu temia. Gozando de uma liberdade jamais conquistada, tocando acordes no violão e fazendo-o falar por mim. 
Tempo... tempo! Que venha à mim com sua imensa força, que aja em mim com sua imensa precisão. Venha tempo, faça o que tem que fazer e me deixe inteira para desejar-te novamente. (Raíssa C. Momesso)