segunda-feira, 21 de junho de 2010

Houve um tempo onde te abracei e prometi nunca te abandonar...

Em águas calmas é mais fácil navegar... Da pra reparar em cada pequeno detalhe, olhar com cuidado o que está ao nosso redor. Pois quando há uma tempestade, toda a sua atenção se volta em tentar controlar o barco e sobreviver, mas em águas calmas tudo fica mais fácil... Da pra reparar nas coisas que existem dentro do mar, da pra sentir a maresia e a brisa dando uma nova aparência à nossas vidas. Da pra ouvir a música e perceber que ela não somente toca, mas sim transcede.... Da pra notar que aquele pássaro ao horizonte não é um pássaro, mas talvez seja uma nuvem ou uma mancha do céu, algo assim... Em águas calmas da pra desenhar o que se está vendo ou imaginando, da pra escrever sobre o que se está sentindo e prevendo. Águas calmas servem para acalmar... Servem para colocar a alma no lugar e a direção no eixo, servem para amaciar a carne e preparar o fogo, servem para anestesiar a mente para uma nova tempestade. E as vezes é tão fácil navegar em águas calmas que se torna tedioso, a ponto de fazer o instinto pedir e gritar por uma aventura, um perigo ou algo parecido... Mas eu ainda prefiro tocar meu barco em águas calmas. Eu gosto de sentir o gosto de cada coisa, e guardar cada detalhe em mim. Tempestade continue dando um tempo, eu não quero que você venha tão cedo... (Raíssa C. Momesso)

Um comentário:

  1. E eu que navego em águas turvas e à margem, Raissa?... Paz!

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